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História da Junta de Freguesia do Carvalhal

Criação
A criação de Amparo não estava nos planos dos moradores que apenas pediram à Casa do Infantado que fosse erguida uma capela de Nossa Senhora do Amparo.
O pedido encontrou receptividade por parte do Grão-Prior do Crato e Arcebispo Provisor do Crato que defendia a criação, não de uma capela mas de uma paróquia, sendo determinante a distância entre Amparo e São João Baptista. A justificação por parte da Igreja devia-se à grande distância que os crentes tinham que percorrer para receber o “pasto espiritual”.
A questão foi aprovada em 1804 pelo Príncipe Regente em Portugal, D. João que mandou criar uma nova Freguesia na Ermida de Nossa Senhora do Amparo por divisão da Freguesia de São João Baptista do conselho de Pedrógão Pequeno. Esta nova freguesia chamou-se Amparo.
Em 1836, com a extinção do Município Pedroguense, Amparo foi integrada ao Concelho de Oleiros e três anos mais tarde adicionada à Sertã.
A criação não foi pacífica, os habitantes lutaram arduamente para o conseguirem sob oposição dos pedroguenses, mas com apoio da Igreja.

Primeiros tempos
Estando Amparo constituída Freguesia o início não foi fácil. Oh habitantes eram esmagadoramente rurais e com pouca alfabetização.
Não havia electricidade nem telefone, as pessoas deslocavam-se a pé ou por bestas de carga.
O pouco dinheiro que conseguiam rendia da venda de produtos de cultivo, objectos artesanais manufacturados para uso doméstico ou profissional em feiras.
Para além do trabalho local, agrícola existiam pequenas unidades de transformação de metais, madeira ou armazenamento de resina.
Havia o porco, mas só o toucinho pois o presunto era para vender. Havia galinhas, mas só se comiam alguns ovos para outros serem trocados por pão.
Havia o vinho, vendia-se pra conseguir construir uma casita de pedra e barro.
Os médicos eram só para alguns, mas um golo de aguardente costumava acabar com as dores.
Os tempos foram arrastando-se e com isto encontramo-nos em 1855, o primeiro ano que começam a aparecer registos escritos à mão que relatam contas de gerências.
A gestão da freguesia, como acontecia com todo o reino, tinha carácter religioso, a cargo de escrivães aprendizes ou padres.
Este primeiro livro tem assinatura do pároco Francisco Xavier com contas de gerências desde 1850 a 1855.
Ao presidente e regedor de junta era confinado cerca de 12% do orçamento, aos pregadores 12,5%. O restante era destinado maioritariamente a gastos religiosos como por exemplo na festa popular.
Estas contas eram levadas a rectificação à sede de concelho, sendo aqui aprovadas.
Em 1875 a capela é parcialmente destruída devido a explosão de fogo-de-artifício armazenado para a festa, sendo então reconstruída. A torre só viria a levantar-se em 1890.
Neste período é instalada pela primeira vez uma estação Postal do Correio, em 1883, nos Ramalhos, registando em 1895 um total de 1716 correspondências recebidas.

Primeira vez Carvalhal
A primeira vez anunciada Freguesia de Carvalhal terá sido na ata de aprovação de contas de 1894, datada de 20 de Março de 1895, “Junta da Parochia de Nª Sr.ª do Amparo de Carvalhal” pelo Presidente Joaquim Fernandes Silva. Esta designação parece ter origem nos muitos carvalhos na região.
Em 1888 dá-se a construção da Estrada Nacional 2 que liga Trás-os-Montes ao Algarve e passa pelo Carvalhal, apenas asfaltado em 1950.
Com a implementação da República Portuguesa os hábitos dos cidadãos alteraram-se e apesar de crentes, os habitantes do Carvalhal começaram a preocupar-se com a alfabetização.
Em 1890 sabiam ler apenas 52 indivíduos (51 do sexo masculino e 1 do sexo feminino), sendo o número de alfabetos 634.
António da Costa Lima, cidadão de Carvalhal, ofereceu em 1904 um terreno e edifício para adaptação a escola.
É pedida ao então Rei de Portugal, D. Carlos I, que autorizasse a criação de uma escola. O pedido foi aceite com a condição de a junta fornecer o edifício, material de ensino e residência para o professor.
Com um peditório por toda a Freguesia e arredores a Escola é requalificada e oficializada a dádiva do Sr. António da Costa Lima em 1917.
É em 1926 que se realizam as primeiras eleições livres na freguesia, no entanto com pouca aderência. Mesmo em 1975 para a Comissão Administrativa da Junta de Freguesia votaram apenas 67 dos 591 eleitores inscritos.
Em 1938 deu-se por terminada uma obra importante: a ponte sobre o Ribeiro do Sesmo, sob gestão do Presidente Fernando Costa Lima.
É segundo o mandato de Adelino Duarte, Presidente durante 18 anos (entre 1949 e 1967), que chega à Freguesia a rede de água a três fontanários: Santo Abril, fonte do Meio e fonte do Vale.
Neste tempo dá-se também a construção da Igreja Matriz agora conhecida, sendo a anterior destruída por justificações de espaço e acomodação dos crentes.
É sob a chefia de José Ramos Branco Júnior que se dá o primeiro recenseamento eleitoral no Carvalhal. Este é o eleitor número 1.

Tempos mágicos
Em apenas 20 anos Carvalhal saltou do quase nada para o quase tudo.
Em 1982, com um esforço da população liderado pelo Presidente António Antunes é aberta a extensão de saúde do Carvalhal.
No mesmo ano foi instalado o segundo ciclo do ensino básico na Escola do Ramalhos através da Telescola, recorrendo-se à construção de dois pavilhões no mesmo recinto, anteriormente leccionados numa das salas do primeiro piso da Casa do Povo.
Em 1985, com o rasgar de novas vias rodoviárias no lugar de Viseu aumentam-se as vias de comunicação. Este foi também o ano de introdução de alcatrão no Carvalhal.
A 1989 foi inaugurado o Jardim de Infância que 4 anos depois contava com apenas 11 crianças.
Em 1994 deu-se a inauguração do Itinerário Complementar n.º 8 (IC8).
No ano 2000, sob chefia de António Antunes Xavier dá-se a inauguração da sede de Junta de Carvalhal.
É no ano de 2002, a 15 de Fevereiro, que acontece a Ordenação Heráldica, tendo sido o processo iniciado em 20 de Agosto de 2000 pelo autarca António Antunes Xavier.

Os 200 anos
A comemoração dos 200 anos da criação da Freguesia foi presidida pelo então Presidente do Município, Dr. José Paulo Barata Farinha.
Houve festa, 3 porcos no espeto, vinho tinto, 2 acordeonistas e o esperado Bolo de 50 quilos.
Neste dia foi também oferecido aos conterrâneos uma camisola comemorativa.

Informatização da Freguesia de Carvalhal
É sob o mandato de Rui José Nunes Rodrigues que a Freguesia de Carvalhal viu os seus assuntos informatizados, desde atas, Cemitério de Carvalhal, Gerência de Contas, atestados, inventário.
Desde 2006 que a Gerência de Contas está a cargo do programa POCAL adquirido junto da Empresa SISTÉVORA que para além de fornecedor é também assistência técnica deste e mais 1 programas: programa referente ao Cemitério do Carvalhal e outro referente ao Inventário.
Aceder à informação da Freguesia tornou-se então mais rápido e eficaz.

Período negro
Em 2010, sob o mandato de António Vicente Xavier de Matos, a Freguesia de Carvalhal recebe a notícia que a Escola do Ramalhos e o Jardim de Infância serão fechados.
Esta decisão não poupa a requalificação feita à apenas 2 anos segundo o Presidente Rui José Nunes Rodrigues nem o terreno oferecido pela família Lima para ampliação do recreio para as crianças em 2010.
Como consequência deste fecho, as crianças percorrem em média 24km diários para ter acesso à escola, uns na sede de concelho, outros em Pedrógão Pequeno, Cernache do Bonjardim ou Castelo.
As más notícias não cessaram e em 2012 dá-se também o fecho da Extensão de Saúde. Este foi justificado pela falta de linha telefónica que facilitaria a informatização.
Mesmo após insistência da Junta de Freguesia que se comprometia a cobrir os custos a linha nunca chegou.
Os utentes descontentes começaram a abandonar esta extensão uma vez que tinham de se deslocar a outra para adquirirem as receitas processadas a computador.
As más notícias continuaram.
Com a Reforma da Administração Local, Carvalhal vê-se no panorama de Freguesias a agregar. Sob insistência do então Executivo e toda a população, com muitas queixas e justificações para a continuação da Freguesia o período negro acabou e a Freguesia ficou.
É também sob o mandato de António Vicente Xavier de Matos que se dá a requalificação interior e exterior da Casa do Povo.

Carvalhal na lista de Freguesias a extinguir
Decreto-Lei n.º Lei n.º 22/2012 de 30 de Maio

Carvalhal como Freguesia que permanece após extinção de Freguesias
Decreto-Lei n.º Lei n.º 11-A/2013 de 28 de Janeiro

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